A arte de ser negro num mundo idiotizado pelo racismo…

Publicado por Griot Brazil em

A história de Aliou Cissé  é bem conhecida, ele foi um grande jogar de futebol e Construiu praticamente toda a carreira na França, e também jogou no futebol inglês, tendo atuado por Birmingham City, Crystal Palace e Portsmouth. Deixou os gramados em 2009, quando jogava pelo Nîmes. Pela Seleção Senegalesa, jogou 2 edições da Copa das Nações Africanas e a Copa de 2002!  Fonte: Wikipédia.

Quando era jogador na seleção Senegalesa, já na sua primeira participação em copas do mundo, despachou, logo de cara, a toda poderosa seleção Francesa. E isso, é o que torna ainda mais fantástico o feito daqueles jogadores que em sua primeira copa chegaram as quartas de final. Todavia, antes desse feito, a maioria deles eram desconhecidos do grande publico.  Outro fato que torna ainda mais icônica essa seleção africana, é  que a França, era a atual campeã do mundo. A ironia nesse caso, fica por conta do fato de Senegal ter sido colonia da França. A copa de 2002, aconteceu em dois países simultaneamente, a saber, Coreia do Sul e Japão. No entanto, é sempre bom lembrar, que essa foi a primeira copa do mundo realizada no oriente. Leia mais…

Essa seleção histórica de Senegal, tinha nada mais nada menos que, Aliou Sissé como capitão. Cissé que hoje figura como o único técnico negro em África, algo que para mim, beira ao ridículo e só mostra que esses irmãos dirigentes de futebol, em África, não aprenderam nada com  a tragédia causada pelo comercio transatlântico de seres humanos.  Coisa que até hoje trás transtornos irreparáveis para o povo preto, espalhados, não coincidentemente, pelas periferias e vielas dos grandes centros urbanos ocidentais. Já abordamos este tema AQUI.

O próprio Cissé que ontem tornou-se vice campeão da Copa das nações africana,  nos conta como foi que conseguiu se tornar técnico da seleção que ele defendeu como jogador. Ele disse: – os líderes do futebol senegalês queriam pessoas brancas que pedissem muito dinheiro. (Ou seja, não bastava ser branco, tinha que pedir muito dinheiro, para que os dirigentes africanos se sentissem mais confortáveis). E ele continua:
Fui implorar ao Hadji Diouf (era o camisa 11 da seleção senegalesa em 2002, foi ele quem deu o passe para o gol do senegal, veja AQUI ), e alguns ex-jogadores de futebol para pedir ao governo que me recrutasse. Mas foi difícil porque o ministro queria Alain Giresse (francês) saiba mais, que pedia milhões de francos. (sic)

Depois de longas semanas de discussões com os franceses sem acordo, o ministro me convidou para ir ao seu escritório e aproveitei a oportunidade para lhe dizer: ‘Eu não corro atrás do milhão, apenas permita-me servir meu país. (sic)
Hoje eu venci mais de 9 grandes treinadores europeus para classificar os playoffs para chegar na final. (Aqui ele esta falando sobre ter chegado a final da copa africana de nações, neste ano). 
Deus também me permitiu vencer a Alain Giresse. (O técnico francês que era o sonho de consumo dos dirigentes senegaleses). Hoje eu quero pedir aos líderes africanos que deem aos seus irmãos a chance, em vez de passarem o tempo correndo atrás dos brancos. Conclui, Aliou Cissé.

E isso é tudo, não é preciso dizer mais nada, afinal, não há o que acrescentar a esse depoimento, honesto e verdadeiro de um autentico cidadão africano. 

Por: Prettu Júnior


1 comentário

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Simon · 21/07/2019 às 2:30 am

Força no foco e fé em Deus.

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