A revolução sonora de TwyLight Seven…

Publicado por Griot Brazil em

Não faz muito tempo que começou a circular uma nova cédula de 10 dólares no Canadá. A nota é a primeira a prestar homenagem a uma mulher e a escolhida foi a ativista negra, Viola Desmond. Além disso também tem o Museu Canadense dos Direitos Humanos (Canadian Museum for Human Rights) no verso. A nota é bonita e de cor púrpura, ela exibe essas imagens tentando promover a igualdade racial naquele país.

Viola Desmond viveu entre 1914 e 1965, ela tinha 51 anos quando faleceu. Desmond desafiou as políticas de segregação racial na província de Nova Escócia, no leste do país, em 1946 — anos antes de Rosa Parks ajudar a criar o movimento Web Hostingde defesa dos direitos civis nos EUA, empreendendo uma luta semelhante contra a segregação de assentos nos ônibus.  Então, com 32 anos de idade  a jovem negra revolucionária foi presa, posteriormente condenada e multada por se sentar em uma seção exclusiva para brancos em um cinema de New Glasgow e por tentativa de fraude relacionada à “diferença de um centavo entre os assentos de camarote” que segregavam negros e brancos, segundo sua biografia oficial. LEIA MAIS
A homenagem é muito simbólica já que o Canadá tem uma larga historia de luta negra. Uma confluência de influências afro-americanas, africanas e caribenhas. A UNIA de Marcus Garvey ainda tem um local em Montreal que também serviu de espaço para a organização de vários grupos afrocentricos. A população do Canadá tem sido controlada artificialmente e não permitiu durante muito tempo a entrada de negros. Recentemente, o Canadá foi denunciado nas Nacões Unidas pelo racismo sistemico sofrido pelos negros canadenses. A revolução Black Power de 1970, em Trinidad foi impulsionada por protestos de estudantes em Montreal.
Uma história ameaçada pela gentrificação de comunidades negras de Montreal, como a comunidade histórica de Petite Bourgogne, onde nasceu o grande pianista e compositor Oscar Peterson e que foi uma das grandes paradas de artistas de jazz norte-americanas, que agora não faz parte do grande Festival de Jazz de Montreal, senão como ponto de visita turístico. O Festival deu lugar a um grande protesto contra SLAV,( escravidão) onde uma artista branca pretendeu interpretar musicas de resistência negra contra a escravidão. A comunidade artística e ativistas negras se mobilizaram para impedir a produção que se extendeu ao Festival de mesmo nome: Montreal Gazette Essas realidades se encontram em dois lugares centrais de criação e emponderamento social e racial:
Festival Afro-Urbain:  AQUI  –  Kalmunity:     Compagnie de danse Nyata Nyata:  Montreal Black Film


Ouça o Album AQUI:

http://Montreal Black Film

Todos esses acontecimentos se entrelaçam e se confundem com a história e o protagonismo  que  Twylight Seven tem exercido na comunidade afro-canadense. São musica que falam de amor, dor, sofrimentos, luta e superação. E essa tem sido a experiência dos negros da diáspora, seja no rincões desse nosso Brasil varonil, ou nos extremos da Europa, Canadá e Estados Unidos da América. E essa história tem sido movida pela luta e resistência que inspira as letras e musicas suingadas e reflexivas de TWYLIGHT SEVEN…   Twylight Seven Pagina  – Album Graffit Talk – Twylight Seven 

Por: Prettu Júnior


0 comentário

Deixe aqui o seu comentário

%d blogueiros gostam disto: