Condenado por trabalho escravo em pleno o século XXI…

Publicado por Griot Brazil em

É inacreditável, mas ainda hoje temos pessoas trabalhando e vivendo em condições de escravidão no Brasil que é um pais famoso por assinar todos os tratados e convenções internacionais que visam acabar com todo tipo de exploração trabalhista no mundo. Para fora o Brasil se porta como um pais progressista  e moderno, mas aqui dentro não passa de uma sociedade problemática e mal resolvida com o seu passado escravocrata.

Nossos  representantes no fim das contas não passam de coronéis e capatazes racistas e intolerantes que vão lá para fora disseminar a ideia de um pais que não existe e nunca se quer se fez o menor esforço para vir a  existir.luis-doca-trabalho-escravoLuis Sicinato de Menezes, 64, mais conhecido como Luis Doca, é um trabalhador rural aposentado, da cidade de Barras, no interior Piauí, a 130 quilômetros da capital, Teresina. Em seus 30 anos como peão de trecho (o famoso bico, que quer dizer trabalho temporário), andando de fazenda em fazenda no Norte do país, ele trabalhou no corte da juquira, uma mata rasa, considerada um estorvo para a expansão da agricultura e criação de gado. O trabalhador vive por um código de honra: um homem sempre cumpre sua palavra e nunca foge. Demorou muito para que ele entendesse que aqueles que buscavam seus serviços não compartilhavam de seus valores. A vida de Luís Doca é marcada por aliciamentos, ameaças de morte, trabalhos em situações desumanas, frequentemente sem receber. Não foram poucas as vezes em que voltou para casa sem nada. Só com a vida. “Antes, eu não entendia. Mas aí meti na cabeça. Todos os trabalhos que fiz na vida eram trabalho escravo”, conta.

Luis Doca faz parte de um grupo de 128 trabalhadores rurais submetidos ao trabalho escravo na Fazenda Brasil Verde, localizada em Sapucaia, sul do Pará, que processou o Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). E ganhou. No primeiro caso sobre escravidão e tráfico de pessoas decidido pela Corte, o Estado Brasileiro terá que indenizar os trabalhadores em quase 5 milhões de dólares por conivência com o trabalho escravo na Fazenda Brasil Verde, pertencente ao Grupo Irmãos Quagliato, um dos maiores criadores de gados do Norte do país.

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