Ex-consulesa da França pretende investir num canal de tv no Brasil…

Publicado por Griot Brazil em

A matéria é da Revista Marie Claire e mostra uma mulher bonita, moderna e engajada nas questões sociais. Todavia, acredito que ela pode não ter tido uma dimensão real ou total do racismo a brasileira, pois quando ela diz que Escolheu o Brasil para viver por acreditar que é aqui onde poderão desenvolver suas vidas. Pois a dinâmica, aqui, é mais flexível. Fazendo uma clara alusão a França onde ao que parece o racismo é tão perverso quanto aqui. E ela continua… Aqui no Brasil eu posso subir em um palco e verbalizar sobre assuntos delicados, como diversidade, fascismo e racismo e ser recebida de uma forma respeitosa. Nesse momento ela demonstra que ainda não teve acesso ao lado obscuro do racismo á brasileira. Ela demonstra um completo desconhecimento da nossa realidade ou da realidade da população negra comum.

A verdade é que assim que ela começar a incomodar de fato os brancos em suas posições consolidadas a coisa vai mudar de figura e eles virão pra cima como bicho, para fazer dela um mal exemplo a ser seguido. Eu não conheço a dinâmica da França para dizer que ela esta certa ou errada, mas entendo e muito bem a respeito da história desse pais e tudo que já foi feito por essas bandas contra a população negra. Porém, não posso deixar de lhe desejar sucesso e muita sorte em sua empreitada, pois ela vai precisar.

alexandra_lorasAgora sobre uma coisa acredito que ela esta coberta de razão ao não querer se mostrar como a negra gostosa, ao não permitir que a tratem com indiferença e principalmente ao atacar a hipocrisia que é a tal Revolução Francesa sobe o lema de “igualdade liberdade e fraternidade” que nunca passou de palavras bonitas escritas em livros de história. Vide a Revolução Haitiana. 

Marie Claire – No Brasil você foi vítima de racismo ao ser questionada o motivo de não estar usando branco, como as outras babás, em um clube paulistano. Ainda assim, há pessoas que acreditam em democracia racial. O que você diria a elas?
AL – Quando pessoas brancas falam sobre democracia racial para mim, eu digo: “Você deixaria de ser branca para ser negra? Gostaria de ganhar 40% do salário de um homem branco? Aceitaria não poder viver em certos bairros de São Paulo ou não poder comprar em certos espaços por ser inferiorizada? O negro não vai almoçar no shopping da elite porque não será bem atendido, haverá um segurança de olho nele. O branco não percebe isso, não vive isso. O branco não é constantemente barrado no aeroporto de Guarulhos, mesmo com passaporte diplomático, como eu. Na minha própria casa, onde recebia 6 mil pessoas por ano, várias vezes pensavam que eu era funcionária. Dizem que o cabelo crespo é ruim, duro. Isso só se escuta no Brasil, assim como: “você não é tão negra assim”. O Racista nunca se acha racista, precisamos educar as pessoas sobre isso. Um negro morre a cada 23 minutos e ninguém fala sobre isso.

Leia o resto aqui: Marie Claire…

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