Grupos de ódio crescem à sombra de Bolsonaro…

Publicado por Griot Brazil em

O Brasil sempre foi um terreno fértil para ódio racial, muito embora esta aptidão tenha sido negada veementemente ao logo do tempo, hoje vemos que sob Bolsonaro, grupos de ódio tem crescido absurdamente. Além da mensagem populista que cativou a classe média-baixa suburbana do Estados Unidos/Brasil deserdada pela globalização da economia, a retórica abertamente racista, xenófoba e misógina de Donald Trump “electrizou” a extrema-direita norte-americana, que nunca antes tinha ouvido um candidato presidencial prometer a expulsão do país de minorias étnicas e religiosas, como os mexicanos ou os muçulmanos – reduzidos à condição de traficantes de droga e de terroristas pelo homem que agora ocupa a Casa Branca. AQUI! Apenas troque Donald Tramp, por Bolsonaro e a afirmativa continuara valendo. 

No fim das contas este pais nunca lidou de maneira ética e séria, com o racismo. Tanto que vimos, a maior emissora de TV do pais, relativizar o discurso de ódio do agora presidente Jair Bolsonaro. O que era ódio e racismo explicito da parte do então, candidato, tornou-se mera “retórica de campanha”.  O resultado todos sabemos. A Isto É, aponta o seguinte: – Ainda que não haja conexão direta, a eleição de um presidente de direita deixou essa turma mais afoita. Sem especificar, alguns afirmam que Bolsonaro não faz o suficiente, mesmo sem ele ter prometido nada para essa turma. Aqui!

Como assim não prometeu nada? No discurso da vitória, ele afirma claramente, que as ditas minorias deviam se curvar, diante das ditas maiorias. O que isso significa, senão um apoio explicito, a mentalidade reacionária destes grupos?

Em reportagem bem documentada, a revista de direita Isto É, trouxe uma matéria falando de grupos racistas que se proliferam na redes sociais e na internet como um todo. A revista pergunta: – O que faz com que brasileiros, vivendo em um pais miscigenado, entrem nessa? AQUI! Nós respondemos. O que tem mais influenciado a intolerância racial, social e religiosa são a incapacidade do estado dito de direito, legislar em prol de uma sociedade, verdadeiramente democrática. Esse é um ponto que vem acompanhado de outros fenômenos sócio-culturais, tais como: a falência do discurso integracionista, as desigualdades sociais, a impunidade daqueles que são flagrados cometendo o crime de racismo, a tolerância e conivência com racistas públicos e notórios como o nosso atual presidente e a incapacidade dos movimentos de negritude de construir um discurso que contemple a maior parte da população negra brasileira. A nosso ver enquanto o racismo for viável e eficaz na manutenção de privilégios e prestígios para os brancos, ele continuara a existir.

De acordo com uma das entrevistadas pela revista o numero de adeptos dos grupos neofascistas saltaram de 150 mil para algo em torno de 500 mil. AQUI! Outro ponto interessante que vemos na reportagem é que o termo racismo reverso que tem sido usado constantemente por brancos racistas  brasileiros numa tentativa de deslegitimar politicas identitárias e projetos que visam combater a desigualdades históricas ou a ascensão daqueles que tem sido preteridos pela sociedade por causa da cor da sua pele. Claro que também é uma tentativa de apoiar e legitimar as convicções raciais de grupos neofascistas tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos. Por isso é até natural que a Klu Klux Klan, também tenha adotado este termo para reforçar a suas ideologias racistas.

Por: Prettu JR


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