“Horrores inimagináveis” vividos por migrantes africanos na Libia…

Publicado por Griot Brazil em

Com informações da ONU Um relatório publicado pela Missão de Apoio da ONU na Líbia (Unsmil) e pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU, revela violações e abusos contra migrantes e refugiados. O documento tem como base 1,3 mil testemunhos recolhidos pela equipe de direitos humanos da ONUWeb Hosting na Líbia, bem como de migrantes que regressaram à Nigéria ou chegaram à Itália. O estudo aborda viagens de migrantes e de refugiados desde a fronteira sul da Líbia, através do deserto, até à costa norte, uma viagem “marcada pelo risco considerável de graves violações dos direitos humanos e abusos em todas as etapas do caminho”.  Segundo o documento, a esmagadora maioria das mulheres e adolescentes entrevistadas pela Unsmil disseram ter sido violadas por contrabandistas ou traficantes. Centros de Detenção Os funcionários da ONU visitaram 11 centros, onde milhares de migrantes e refugiados estão detidos, documentaram tortura, maus tratos, trabalho forçado e violações.Os migrantes mantidos nos centros são sistematicamente sujeitos a agressões severas, queimaduras com objetos quentes de metal, eletrocutados e submetidos a outras formas de maus-tratos. O objetivo é extorquir dinheiro às suas famílias através de um complexo sistema de transferências monetárias. Além da violência e dos abusos cometidos, muitos migrantes sofrem de desnutrição, infecções de pele, diarreia aguda, infecções respiratórias e outras doenças, sem acesso a tratamento médico adequado. O relatório aponta para a aparente “cumplicidade de alguns atores estatais, incluindo autoridades locais, membros de grupos armados formalmente integrados em instituições estatais e representantes do Ministério do Interior e do Ministério da Defesa, no contrabando ou tráfico de migrantes e refugiados.”  © 2018 | Todos os direitos deste material são reservados ao Por dentro da África, conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida. Leia mais no Portal Por Dentro da África.


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