Manifesto para a aceleração da riqueza e a coesão económica dos povos Negros

Publicado por Griot Brazil em

 
Assinam:

Stéphanie Melyon-Reinette, PhD
Kerlande Mibel, Chanzo Greenidge, Sharon Nelson, Anaïs Verspan, Karine
Pédurand, Döry, Will Prosper, Christian Agbobli, Lyndsay Daudier, Pamela
Alfred, Frantz Saintellemy, Thierry Lindor, Émilie Nicolas, Elvira Kamara-
Nangnigui, Marjorie Villefranche, Jaël Elysée, Gisèle Hortense Ndong
Biyogo, Alice Niyizurugero, Abisara Machold

 

We pledge ourselves to liberate all our
people from the continuing bondage of
poverty, deprivation, suffering, gender
and other discrimination Money won’t create success.
The freedom to create it will. – Nelson Mandela

 
 
PREÂMBULO/ PREFÁCIO
 

                 Por que o manifesto, a Aliança? Esta Aliança nasceu do desejo de alguns para o bem e a melhoria de vida em suas comunidades. Eles são jovens líderes empresariais, pesquisadores, líderes comunitários, artistas, pensadores e ativistas que se mobilizaram para questionar-se e para atuar. Trabalhando juntos para o bem de todos.

          A Aliança econômica tem com objetivo reunir homens e mulheres negr@s vindos de todos os horizontes em torno de seu desenvolvimento como povos, mas também como indivíduos, sua prosperidade e a prosperidade de suas nações (de origem e residência). Vamos investir não apenas em nossas comunidades, mas em todas as sociedades, em todos os órgãos de decisão, e em todas as oportunidades para estabelecer nosso bem-estar econômico. forum

                O FEIN tem como objetivo, portanto, o aperfeiçoamento e o empoderamento econômico de povos Negros a nível nacional, internacional e local. Sua missão é a aceleração da riqueza dos Negros, e esta Aliança econômica é um dos ápices, em resposta aos seus objetivos:

>> Promover o empoderamento econômico dos povos afrodescendentes
>> Engajar os Negros sobre questões econômicas
>> Propor soluções realistas  as questões econômicas enfrentados por povos
afrodescendentes.
>> Mobilizar os diversos atores interessados por estes problemas e desafios  
para promover o progresso econômico dos Negros.
Nota-se que a população Negra através do mundo está à margem da sociedade. É óbvio que um peso de chumbo – ou teto de vidro – age para manter a grande maioria das pessoas e as comunidades Negras nos estratos mais baixos das sociedades em que vivem. Falamos de discriminação sistemática. Também falamos da “linha de cor”.

                 Portanto, como disse W.E.B DuBois: “the problem of the color line (must be questioned) not simply as a national issue and personal goal but rather in its larger world aspect in time and space.”

                 O problema da linha de cor (deve ser questionado) não somente como uma questão nacional e pessoal, mas em termos de seu aspecto mundial mais amplo. Na verdade, a linha de cor se inscreve no inconsciente coletivo e até mesmo na consciência política atual. E se o resultado de um sistema econômico de dominação e exploração do Negro – e de pessoas de cor – impostas pelos colonos brancos, também surge da internalização desta linha de cor por esses mesmos homens negros e oprimidos. A internalização desta linha de cor induz a interiorização e codificação da cor subalternizada, em termos de classe social,  oportunidades, a distribuição de riqueza, etc.

>> Dr. Stephanie Melyon-Reinette (Guadalupe)

Resultando em violência não apenas “supostamente” intrínseca aos negros, mas nas representações de nós mesmos, às vezes incorporadas, falta de determinismo global que reflete positivamente nossas identidades, muitas vezes rejeitadas, mas estereotipadas, nos predeterminando em nossos corpos. Um destino que nós, membros e simpatizantes da Aliança, desejamos desmantelar para abraçar quem nós somos e para reinventar nossas identidades, nossas ideias, nossa imaginação e nossos destinos. Estes fatos nos oferecem um grande desafio: mudar de curso. Temos definido diretrizes para déchouker, erradicar os males acima relatados. Ao proclamar as diretrizes que se seguem, anunciamos a libertação total de clichês, reclamações, divisões, estagnação, e das deficiências que alguns desejariam nos prestar.

             As proclamamos como uma profissão de fé. Baseamos nossos pensamentos em duas definições de “riqueza”: Valores culturais e civilizacionais: morais, intelectuais e espirituais. Bens materiais. Produtos da atividade econômica duma comunidade. Essas diretrizes são primariamente emanações da primeira não-conferência organizada pelo FEIN, cuja abordagem iterativa favorece a combinação de reflexões e iniciativas reais e tangíveis para atender às nossas respectivas necessidades econômicas. Desta forma, participantes canadenses de diversas origens (Alemanha, Áustria, Camarões, Canadá, Congo, Costa do Marfim, Haiti, Jamaica, Mali, Ruanda, Senegal, Togo, Trindade e Tobago) e cidadãos franceses (Guadalupe) apresentaram propostas para priorizar problemas e perspectivas econômicas e para construir coletivamente uma estratégia para estimular nosso Estas orientações são também o resultado das reflexões de alguns militantes e intelectuais sensibilizados com a causa que se mobilizaram para apresentar ideias-chave para o desenvolvimento da Aliança, profissão de fé, no sentido que nós queremos ver a sua aplicação a nível individual, comunitário e nacional.

       Além disso, é importante notar que esta Aliança econômica é possível graças a vários movimentos e iniciativas como a Negritude, que precederam o FEIN, bem como aqueles que lutam hoje para a emancipação dos povos oprimidos e racializados e na defesa de seus Finalmente, é essencial enfatizar que nossa Aliança representa um conjunto de considerações partidárias, é claro, como se dirige aos povos Negros e para os povos Negros, que não se alinham com qualquer quadro ideológico, exceto a meta da emancipação dos Negros. Nossas orientações transcendem os partidos políticos e as famílias ideológicas, sejam eles quais forem (étnicas, tribais, políticas, de cor etc.). O desenvolvimento destas diretrizes é parte de uma abordagem abrangente que abraça tudo o que somos. Uma abordagem participativa para salientar que todos trabalhamos para nossos futuros respectivos e comum, como nós somos donos de nossos destinos.
Continua…

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