Namibia o renasciemento de um povo…

Publicado por Griot Brazil em

Ocupando uma área de 824,2 mil quilômetros quadrados, a Namíbia está localizada na porção sul do continente africano. Seu território, banhado a oeste pelo Oceano Atlântico, limita-se ao norte com a Angola, a Nordeste com a Zâmbia, a leste com Botswana e a sudeste e ao sul com a África do Sul. A nação conquistou a independência diante da África do Sul no dia 21 de março de 1990.namibiaO clima predominante na Namíbia é o árido tropical, registrando temperaturas elevadas. O território nacional abriga dois grandes desertos: deserto da Namíbia (na faixa costeira) e o deserto Kalahari (no interior). O país também possui parques e reservas de animais, tais como leões, leopardos, rinocerontes, elefantes, búfalos, zebras, entre tantos outros. Todavia nem só de animais selvagens e parques ecológicos vive a população Namibiana que busca se encontrar nesse novo mundo.

Em 21 de Março de 1966, um movimento independentista namibiano, lançou uma guerra de guerrilha contra as forças ocupantes sul-africanas, mas só em 1988 o governo sul-africano aceitou terminar a sua administração do território, de acordo com um plano de paz da Organização das Nações Unidas para toda a região.[2] Em 1990, o Sudoeste Africano tornou-se independente com o nome de Namíbia, mas Walvis Bay continuou sob controle da África do Sul até 28 de Fevereiro de 1994, quando, então, uniu-se à Namíbia, depois de pressões da população local.[2]

Whidhoek capital da namibia.jpegEmbora na Namíbia as opiniões se dividem, quando se trata do pagamento de indenizações pela Alemanha, como reparação pelos crimes da época colonial a tendencia é que esse assunto ganhe mais força com o passar do tempo e com a evolução socio/economica da população.  Durante muito tempo, o governo do Swapo se absteve, revela Henning Melber, evitando identificar-se politicamente com as reivindicações dos descendentes dos herero e nama, etnias que compõem apenas uma minoria da população namibiana.

Mesmo que haja um ressarcimento, Graham Hopwood do IPPR teme um novo conflito sobre “se ele deve servir a toda a população – que, afinal, sofreu de um modo ou de outro sob o regime colonial – ou se só a determinados grupos étnicos”. Pois na Namíbia todo tipo de “discriminação positiva” ainda não é bem visto pela população dominante, mas isso tende a mudar a medida que o povo passe a ter mais acesso a informação e ao conhecimento da história Namibiana.genocidio-tabuA história colonial da Alemanha na Namibia pode ter até durado pouco tempo, mas a memória daqueles dias sangrentos ainda paira como uma sombra obscura sob a história Alemã. Para muitos aqueles dias pode não ter sido tão sangrento quanto a outros em muitos países áfricanos, afinal durou bem pouco tempo se comparada a outras nações. Esse olhar dubio é em parte porque acredita-se que  começou tarde o imperialismo europeu naquela região. Que terminou com o inicio da Primeira Guerra Mundial. Mesmo assim, o que aconteceu há 112 anos com os hereros e os namas — dois povos da Namíbia — pode ser considerado hoje o primeiro genocídio da história da Alemanha, segundo o etnólogo Michael Bollig, da Universidade de Colônia, um dos organizadores de uma exposição na cidade renana.Claro que essa sombra paira sobre as relações entre Windhoek e Berlim: o processamento do genocídio das etnias herero e nama pelas forças coloniais alemãs entre 1904 e 1907. Sob o nome Sudoeste Africano Alemão, a atual República da Namíbia foi protetorado do Império Alemão de 1884 a 1915.

Em 2004, por ocasião do centenário da rebelião dos herero na Namíbia, a então ministra do Desenvolvimento Heidemarie Wieczorek-Zeul, em visita, pediu desculpas pelos crimes colonialistas. No entanto, em comparação com a revisão dos crimes do nacional-socialismo, muitos namibianos têm a impressão de que a Alemanha aplica dois pesos e duas medidas.

Na continuação falaremos mais sob o genocidio na Namibia que ainda é tratado como tabu por Alemães, Europeus e uma pequena parcela da população Namibiana que ainda teme tocar nesse assunto.

Continue nos acompanhando nesta viagem pela África…

Por: Luiza Souza


2 comentários

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alvaro · 01/12/2016 às 1:38 am

Importante informação precisamos de mais dessas.

    O Canal Afro

    O Canal Afro · 01/12/2016 às 10:03 pm

    Sim esses posts são exatamente para acabar com esse mito de que a África só produz miséria e fome…

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