O começo da revolução cultural e literária afro-brasileira…

Publicado por Griot Brazil em

Muita gente ainda não se deu conta de tudo que esta acontecendo, hoje no Brasil, e talvez, uma boa parcela nem se de conta disso mesmo. Todavia, é bom saber que neste exato momento, estamos vivendo uma revolução cultural e literária negra. E isso, começou lá atras, com algumas poucas pessoas em algum lugar num beco ou viela desse sistema de valores. Capitaneados por um presidente racista, misógino e etc, uma boa parcela da população “branca brasileira” acabou se encerrando em si mesmo, a medida que passou acreditar que com o racismo escrachado, salvaguardariam aqueles valores excludentes que a sociedade brasileira tem cultivado por séculos. Porque, para eles, isso era só o que importava ou que importa. Afinal, pra muita gente o lugar de negros ainda é como serviçal na cozinha. A meu ver, isso foi um equivoco monstruoso.  Pois, esse projeto só daria certo, se o cidadão afro-brasileiro, tivesse permanecido inerte e indiferente as agruras desse sistema perverso e desleal. Só que não, o povo preto historicamente é um povo que esta em movimento. E isso, é parte do ethos de ser negro num pais que não se vê no espelho. Já  falamos sobre  isso. Leia Aquiconceição evaristo

Nas periferias (subúrbios) dos grandes centros urbanos temos visto uma juventude cada vez mais atuante e determinada a mudar os rumos de sua história. São poetas, escritores, artistas, influencers digitais, estudantes e toda uma gama de produtores de conteúdos que cada vez mais estão reinventando o seu papel nesta sociedade. O projeto de mídia que via o cidadão negro apenas como um ser inanimando capaz apenas de interpretar os esteriótipos sociais criados  pela visão racista de mundo dessa minoria, esse projeto fracassou.

Como conta ao UOL, em entrevista, o ator e diretor Luciano Januário “A ONU falou que até 2025 vai acontecer uma revolução na nossa história. Há uma união que começou a acontecer nos Estados Unidos. Lá, quem domina música, cinema e televisão são os negros. Agora estamos começando a perceber isso aqui no Brasil. Vimos a necessidade de trazer os nossos para o teatro. Ainda não temos como mudar isso na televisão, infelizmente, mas no teatro sim. Então estamos fazendo nossa missão. Aqui ainda podemos ser reis.”… Veja mais 

Essa nova atitude tem sido em parte definida por um novo movimento cultural e financeiro. O black Money, (dinheiro preto) do termo em inglês, é um movimento que nasce com os negros norte americanos que lá atras, se tocaram que se eles quisessem se ver precisariam produzir sua própria cultura. Embora com experiencias diferentes, a juventude negra brasileira, também esta encontrando neste mesmo movimento, uma maneira legitima para sair do ostracismo cultural. E esse novo comportamento, tem sido a tônica do sucesso das obras desses novos artistas contemporâneos. Um exemplo disso, é que os negros são os autores de quatro entre os cinco livros mais vendidos na livraria oficial da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) deste ano. O outro é indígena. Leia mais. Isso só corrobora com a visão de que precisamos produzir e consumir os produtos feitos por nós, para nós. Retomaremos este assunto posteriormente num outro artigo.

Por: Prettu Júnior


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