O que era e o que não era, retórica de campanha???

Publicado por Griot Brazil em

Passada a euforia da posse presidencial, já podemos dizer que a tal retórica de campanha nunca existiu de fato. Acredito que no fundo, todos sabíamos que isso não era verdade. Analisando as palavras arrotadas, cuspidas ou gritadas pelo novo presidente deu para entender muito bem para quem ele vai trabalhar na sua gestão.

Durante bastante tempo, a retórica foi uma das bases da educação de jovens, e durante a Idade Média, era ensinada nas universidades, fazendo parte das três artes liberais, juntamente com a lógica e gramática. A retórica teve também uma forte influência em áreas como a poesia e política. Sendo ou não uma matéria essencial, a retórica ainda é muito utilizada para os mais diversos fins. Em política a retórica ganha ares de ocultação da verdade, ou seja, aquilo que se diz que vai fazer, nem sempre corresponde à realidade.imagensUm bom exemplo disso foi essa campanha feita pelo famoso “coiso” onde as retóricas muitas das vezes colidiam com frases e falas grosseiras ditas em outra época pelo agora presidente da república. A impressa por sua vez tratou de fazer o que ela faz melhor, criou fatos políticos para justifica o tom azedo, cheio de ódio e rancor claramente identificável no discurso do sujeito em questão. Ignorando assim que o candidato sabia muito bem para quem estava falando e porque estava falando. Ao longo do tempo o fato político criado pela impressa acabou ganhando status de retórica de campanha.

Todavia, o que o Bolsonaro dizia era aquilo que ele sempre disse em 27 anos de vida pública. O que aconteceu é que depois de tanto tempo sendo ignorado, ele acabou encontrando uma brecha e um elo em comum com classe que mais se aproximava daquilo que ele almejava para o Brasil. Também juntou em seus discursos o desejo de mudança que retoricamente sempre figurou na boca da classe média. Bom! Não importava que tal desejo era um mero apetrecho ideológico de uma gente pouco preocupada com a diversidade e o direito daqueles que não fazem parte da casta sócio/racial a que eles pertencem.maxresdefaultA diminuição do valor do salário mínimo proposto vem ao encontro dessa lógica de campanha que ele adotou desde o início. Tanto é que ele tem sinalizado que não pretende se focar na diminuição das desigualdades sociais e uma coisa que nos leva a crer nisso, é exatamente uma frase que ele disse no ato da posse. Quando ele fala em meritocracia, ele se aproxima daqueles que tanto o apoiaram. Milton Santos dizia que a classe média quer privilégios, custe o direito de quem custar. E assim sendo, nós já podemos imaginar o que vem por aí. Perda de direitos, revogação de projetos sociais e todo tipo de retrocesso. Agora cabe a nós outros, encontrarmos uma forma de nos juntarmos para resistir unidos e com bravura as investidas da BESTA CAPITALISTA.

Por: Prettu Júnior


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