O Reggae jamaicano é patrimônio cultural da humanidade…

Publicado por Griot Brazil em

Os anos de 1940/50 e 60 foram essenciais para a musica e para seus amantes espalhados pelos quatro cantos do globo terrestre.  O mundo estava passando por uma crise sem precedentes e como se não bastasse vivíamos tempos sóbrios sob a égide de governos totalitaristas, autocráticos e ditatoriais. Numa pequena e humilde ilha do Caribe, não era diferente e a população nativa sofria horrores sob a sanguinária colonização britânica que empurrava com força a população local para a indigência.

Para além da ilha tínhamos o 3ª Hich liderado pelo psicopata nazista que tem sido endeusado por muitos dos nossos conterrâneos, alheios às dores e tragédias causadas por uma mente insana e pouco civilizada.  Já no Brasil vivíamos sob a ditadura Vargas que perdurou de 1930 a 1945.

Nesse mesmo período histórico a Jamaica começa a fazer o seu primeiro esboço do que futuramente viria a se tornar a musica popular jamaicana. Inspirados e seduzidos pelas musicas vindas dos velhos rádios que conseguiam captar sinais de radio vindos da América, os jovens locais começaram a produzir os seus sons. O Ska desde sempre fora o elemento chave nessas criações. A ele se incorporaria os RockSteady, o soul e o blues. Uma mistura apimentada que acabou criando o Reggae Music e o Rap. Dois estilos extremamente populares num único pacote. Como nos conta o site Hypeness: O reggae possui influências marcantes da música africana, caribenha e o blues norte-americano. O estilo está associado ao desenvolvimento progressivo do ska e do rocksteady na Jamaica da década de 1960.

Hoje os amantes daquela bela musica que emergiu dos guetos e de favelas como Trach Town podem celebrar o fato do Reggae ter se tornando Patrimônio Cultura da Humanidade, segundo a UNESCO. Como na maioria dos movimentos culturais criados por negros lá a estética também era um elemento da musica feita pelos nativos da ilha. Ela está presente nas cores verde, amarelo e vermelho e também nos dreadlocks. No caso do cabelo, a opção vai além do estilo. Os locks são símbolo de resistência. Os dreads possuem ligação direta com África e a luta de negras e negros pela afirmação de sua de sua identidade e cultura.

As madeixas vibrantes que bailam ao vento constante que sopra do mediterrâneo transformando a ilha num pedacinho do paraíso também foram adotadas por seguidores do Movimento Rastafári.  O rastafarianismo é uma expressão religiosa nascida na África na década de 30 do século 20. Os seguidores adoram Haile Selassie, primeiro imperador negro a governar um país africano. Seu reino se deu na Etiópia entre 1930 e 1974 e ele é considerado a manifestação ressurrecta de Yahshya (Jesus), sendo, portanto, a reencarnação de Jah (Jeovah ou Deus)…

Seja como for aquela pequena ilha que deu ao mundo o som vibrante e contestador do Reggae e também as primeiras rimas improvisadas sob uma base experimental de um ritmo que transborda espiritualidade e boa vibração.  Ritmo este que os nativos chamaram de Ska. O Ska foi a pedra angular tanto do rap como do reggae, mas isso é uma história para ser contada num outro dia.

Por: Prettu Junior


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