A carne mais barata do mercado é “feia”.

 

Mendigo gato é branco. Gari gata é branca. Segurança gato é branco. Viciada gata é branca. E se um dia forem fazer um concurso do feio mais lindo do Brasil (perdoe a redundância), pode ter certeza que ele será branco. O que estou querendo dizer com tudo isso? Nós negros somos vistos como feios pela grande maioria da sociedade; e a partir disso nos tornamos acarne mais barata do mercado.mc3a3e-negra-chorando

E o que isso interfere no cotidiano de um negro? Interfere em rigorosamente tudo! E interfere em tudo, pelo simples fato do ser humano ter esse velho costume de atrelar beleza com bondade, e esse é um hábito bem antigo; não é à toa que Lúcifer era o anjo mais lindo do céu, e independente do ser humano ser religioso ou não, ele sempre terá – mesmo que inconscientemente – estes valores enraizados no seu interior, pois além de ser um fator inerente da psique humana, é um fator cultural, principalmente no Brasil, que tanto carrega em sua história essa questão do modelo europeu de beleza, até porque fomos colonizados por europeus, e pode parecer bobagem, mas isso interfere no nosso cotidiano até hoje.BriaMyles

O padrão de beleza interfere diretamente no número de negros assassinados e presos neste gigante chamado Brasil, pois a partir do momento que a sociedade diz que o negro não é belo, ela também diz que não lutará por ele quando ele for assassinado, seja por um policial ou por um bandido; não lutará por ele quando este for preso injustamente; e também não lutará por ele quando este estiver sendo linchado em praça pública.

Existem alguns vídeos na internet que elucidam muito bem tudo isso que estou dizendo. Tem um, por exemplo, que eu acho excelente. Fizeram um teste social no Brasil, onde duas meninas, vestidas da mesma forma, são deixadas em praça pública para ver a reação da sociedade, afinal, (mais…)

Mudou de ideia …

Lamentável mas ao que parece estamos vivendo um show de horrores nesse pais. Um presidente do Senado que ignora parecer da Câmara, um sujeito que não mantém sua palavra e assim o Brasil desce ladeira abaixo… Após nota de Cunha Waldir Maranhão revoga decisão que anulou sessão do impeachment Documento só tem valor depois de publicado, o que deve acontecer nesta terça-feira   10/05/2016 – 00h44min | Atualizada em 10/05/2016 – 04h40min

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QUEM É WALDIR MARANHÃO…

O seu voto contra o golp… Ops! Digo Impeachment da presidente Dilma dava para se ter uma ideia do que estava por vir, foi corajoso ao contrariar a orientação do seu partido e votar com sua própria consciência. Foi hostilizado, vaiado mas se manteve determinado no seu parecer. Ao contrario dos coxinhas, cultos e intelectualoides que votaram em peso seguindo a orientação de seus partidos, alguns para filhos, afilhados, esposas, concubinas, amantes e até em memória de torturadores, como foi o caso do indigno deputado Jair Bolsonaro. (mais…)

Maranhão presidente interino da Câmara pede que o processo volte a Câmara dos Deputados…

O deputado Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA) presidente interino da Câmara pede que o processo volte a Câmara dos Deputados, como se temia ou mesmo esperava-se ele que fizesse. O Impeachment já avançou ao Senado, tendo relatório aprovado por comissão especial e tudo. A votação estava prevista para quarta feira (11) quando os Senadores decidiriam o afastamento da presidente Dilma Rousseff por até 180 dias. Todavia ainda não esta certo se este calendário será mantido, mas o provável é que não seja, tendo em vista a (mais…)

Mulheridade Afrikana

Bom, dia. Gostaria de compartilhar um trecho de um texto da Assata Shakur chamado “Mulheres na Prisão: como acontece conosco” que mexeu muito comigo. (Blog: https://pensamentosmulheristas.wordpress.com/…/a-mulherida…/) A tradução é de Lu Isha, e estou revisando e finalizando a montagem do livro.

Num texto chamado “Para minhas irmãs”, Assata fala na necessidade de resgate da nossa Mulheridade Afrikana. Nesse, ela se define como uma maroon moderna que se recusa a desafricanizar (💚💛❤️). Compartilho da emoção que é ver descrita, por ela, o significado de MULHERIDADE AFRIKANA que nós temos perdido em nome de uma pseudo-liberdade que nos desafricaniza. Boa sexta e bom final de semana, especialmente para minhas irmãs pretas.
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“Eu posso imaginar a dor e a força das minhas bisa e tataravós que eram escravas e os meus tataravós que foram Cherokee, índios presos em reservas. Lembrei-me de minha bisavó, que andou por toda parte, ao invés de se sentar na parte de trás do ônibus. Eu penso sobre Carolina do Norte e minha cidade natal e eu me lembro das mulheres da geração da minha avó: mulheres ferozes e fortes que poderiam te parar com um olhar nos cantos de seus olhos. Mulheres que andavam com majestade; que podiam torcer o pescoço de uma galinha e pescar um peixe. Que podiam colher algodão, plantar um jardim e costurar sem um padrão. As mulheres que ferviam roupas brancas em grandes caldeirões negros e que cantarolava canções de trabalho e cancões de ninar. Mulheres que visitavam os idosos, faziam sopa para os doentes e pães Short’nin para os bebês.

As mulheres que deram à luz aos bebês, procuraram por raízes de cura e medicamentos naturais. Mulheres que cortavam madeira e massavam tijolos. Mulheres que podiam nadar em rios e atirar na cabeça de uma cobra. Mulheres que tomavam dedicada responsabilidade para seus filhos e para os filhos dos seus vizinhos também.mae africana

As mulheres da geração da minha avó fez da doação uma forma de arte. “Aqui, leve este pote de couve à Irmã Sue”; “Leve este saco de nozes para a escola e de ao professor”; “Fique aqui enquanto eu vou cuidar a perna do Senhor Johnson.” Cada criança no bairro comeu em suas cozinhas. Elas chamavam umas as outras “irmãs” por causa do sentimento e não como o resultado de um movimento. Elas apoiavam umas as outras em tempos difíceis, compartilhando o pouco que tinham.

As mulheres da geração da minha avó em minha cidade natal treinaram suas filhas para a mulheridade. Ensinaram-lhes a dar respeito e exigir respeito. (mais…)

Karl Marx não era preto!

Meu primeiro texto para o site foi colocando o dedo na ferida em um tema extremamente importante dentro do movimento negro. Agora eu quero colocar outro dedo na ferida dentro dos movimentos sociais, que tanto dizem estar do lado dos negros, mas na real eu vejo que não é exatamente assim, e eu vou explicar o porquê, pelo menos dentro do meu ponto de vista, homem preto, morador de um morro carioca, que acompanha o genocídio da juventude negra bem de perto e vê que os pais dos jovens vitimados pelo estado seguem se sentido desamparados e desprestigiados, e não pelo estado, pois isso eles já esperavam, e sim pelos movimentos sociais, que nem sempre praticam a filosofia que tanto pregam.
E é por causa disso tudo que eu queria falar de Marx, não exatamente de Marx, mas sim dos marxistas, que costumam dizer que tudo é luta de classe, e com isso acabam esquecendo que o racismo existe, e com esse pensamento de recorte unicamente social, eles acabam – sem querer – fortificando o discurso da direita que eles tanto odeiam e criticam. O pior é quando o próprio negro marxista também diz isso; e sim, eu já vi isso. karl-marx-wikimedia-commons (mais…)

Sempre pode ficar pior…

Beltrame tá há 10 anos como Secretário de Segurança do RJ. Aí eu pergunto: Em que momento a ESQUERDA promoveu atos radicais para a exoneração dele, desde que fora nomeado, em 2007? O Motivo? Qualquer um desses isoladamente bastaria em si mesmo:

– Beltrame é Gaúcho, fora “IMPORTADO” de lá;
– Delegado Federal no Estado que provou pro Brasil que é possível acabar com a população negra local;
– O Rio Grande do Sul dizimou a população negra enviando escravos pros 10 ANOS que durou a Guerra dos Farrapos, prometendo a eles que quando acabasse a guerra seriam libertos.180214_beltrame-e-bope
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O Ministério da Saúde adverte, racismo mata…

Todos nós cidadão negros já estamos cansados de saber do quão nocivo o racismo tem sido para a saúde da população negra no Brasil. Acontece que até agora não havia uma estatística que comprovasse tal fato, se havia não era divulgada pelos meios de comunicação e os órgãos governamentais. Porém agora o que estava restrito apenas a percepção cotidiana da população passa a ser objeto de interesse do Ministério da Saúde, que divulgou uma pesquisa recentemente alertando que 60% da mortalidade materna ocorre entre mulheres negras, contra 34% da mortalidade entre mães brancas. Entre as atendidas pelo SUS, 56% das gestantes negras e 55% das pardas afirmaram que realizaram menos consultas pré-natal do que as brancas. Além disso a orientação sobre amamentação só chegou a 62% das negras atendidas pelo SUS, enquanto que 78% das brancas tiveram acesso a esse mesmo serviço. mae (mais…)