Previlégio para poucos…

Aproveitando esse ano olímpico para o Brasil tendo em vista que as olimpíadas será no Rio de Janeiro pretendo expor aqui muitas histórias olímpicas, algumas de tirar o fôlego outras nem tanto porém todas voltadas a comunidade negra. Esse é o meu foco claro que existem grande atletas olímpicos em outras etnias, todos sabemos disso. É que esse é a linha editorial do site. Sendo assim pretendemos falar do esporte olímpico com viés étnico-racial. Talvez para preencher uma lacuna que a muito temos visto nos meios de comunicação tradicional desse pais que não raro  ignoram os feitos de negros e negras em suas modalidades.  Sem falar que o apoio é uma outra modalidade a ser competida e vencida por aqueles que sonham participar de uma Olimpíadas, caso seja negro e pobre.

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Claro que se o cidadão for norte americano eles acabam falando até porque nossa elite é subordinada a mentalidade norte americana. Mas nem só de atletas americano é feita as Olimpíadas, e portanto há uma gama enorme de feitos para serem lembrados, contados e recontados. Em 94 anos de história olímpica brasileira temos apenas 108 medalhas sendo que 23 são de ouro. Pouco ou melhor muito pouco. Para se ter uma ideia em apenas uma edição dos jogos os EUA bate esta marca com facilidade. Pra se ter uma ideia os Norte americanos em Londres 2012 ultima olimpíada conquistaram 104 medalhas no total, sendo 46 de ouro 29 de prata e 29 de bronze a China veio em segundo com 38, 27 e 23 respectivamente. Uma vergonha para nós que ficamos apenas 22º lugar com apenas 3 medalhas de ouro 05 de prata e 09 de bronze configurando 17 no total. Claro que para a mídia medíocre e racista brasileira esse foi um grande resultado, afinal eles só apostam e investem em atletas da elite. Se por ventura algum pobre ou negro ganhar vai ser celebrado como herói é claro, dirão que o cara ou a moça é esforçado(a) por isso conseguiram tal feito. Ignorando a falta de investimento e tudo o que é feito ou melhor não é feito para dar condições de vitórias aqueles que não são filhos da elite brasileira.
Vamos entender essa lógica perversa em outro post porem neste vamos nos ater aos acontecimentos da ultima olimpíadas. No quadro histórico de medalhas o Brasil aparece no 36º logo atrás do Quênia com 35º lugar.  Não precisamos nem entrar em fatores históricos para sabermos que tal fato é um absurdo tendo em vista o tamanho do nosso pais e a história de cada um. O Quênia um pais africano que foi colonizado e explorado por muitos e muitos anos pela Inglaterra. Este pais africano que tem uma história absurdamente triste de usurpação de poder guerras e conluios com europeus, sem contar as inúmeras guerras, simplesmente conseguiu passar a frente do Brasil no quadro de medalhas.

Essa é a trágica e absurda história olímpica desse pais que não consegue construir uma mentalidade de nação homogênea e que desde sempre tem preterido os afro-brasileiros nos mais variados campos da vida social, política e esportista. Não a toa temos essa pífia história olímpica. Até hoje foram um total de 108 medalhas olímpicas sendo 23 de ouro 30 de prata e 55 de bronze. Claro que temos histórias maravilhosas de medalhas ganhas com sangue, suor e lágrimas de nosso atletas, todavia ainda é muito pouco para um pais com mais 200 milhões de pessoas.

No próximo post vamos enfatizar momentos históricos como o de Joaquim Cruz, aguardem!

Por: Dnr Gabriel

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